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ruído

ruído

Parei várias vezes no bloco de notas vazio e de todas essas vezes nem uma linha. Desde que nasceste, quis escrever-te em prosa ou poesia. Quis dar-te frases cheias de significantes mas, teimosamente, frente à caneta e às folhas estão os teus olhos

as tuas mãos de veludo

a tua boca em beicinho

e os teus pés sempre a mexer.

Colada à poesia estás toda tu

e toda eu sou prolongamento de um ser que conheceu a imortalidade de um verso vivo

E os dias são unos na paz e no espírito que de sagrado têm o inquestionável sentido do amor.

A palavra és tu.

E a natureza está completa e soa no nosso sentir

enquanto os pássaros, as cascatas, os gatos, as rochas, os poetas, os homens e até aqueles que te amam através da memória que lhes tenho

te cantam canções de embalar

e te orientam no caminho que é só teu.

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